quinta-feira, junho 29, 2006

A minha querida Tia, que está lá longe............

Pois é, esta é a minha tia Carla que esteve cá poucos dias depois de eu nascer e contou-me uma historia muito interessante e que os meus tios e primos faziam quando eram mais jovens, que passo a sitar:

"Foi numa manhã fria de Dezembro que assisti à tradicional matança do porco na casa da minha avó Umbelina.

Muito cedo chegaram os meus tios que iriam ajudar nas tarefas. Chegou o meu Tia Alfredo com uma enorme faca debaixo do braço. Tinha fama de matar os porcos rapidamente e era ele que matava quase todos os porcos da aldeia. Por fim chegaram os meus irmãos, Miguel, Carlos, Bruno e Richa.

Lá dentro de casa tinham comido figos, pão e azeitonas que acompanharam com um copo de vinho tinto da pipa do meu avô António (mais conhecido por benfiquista) para se aquecerem um pouco (como se não bastasse a enorme fogueira de lenha de carrasco que a minha avó já tinha acendido).

Depois saíram, foram buscar o porco à loja e encaminharam-no para a rua onde já estava um agrade e alguns feixes de palha. Nesse momento, chegou a minha mãe com uma bacia com um pouco de sal espalhados no fundo. Explicaram-me que o tacho serviria para aparar o sangue. Agarraram o porco e colocaram-no sobre o agrade. O Tio Alfredo pôs em prática toda a sua habilidade e, de uma vez só, espetou a sua enorme faca no pescoço do porco provocando uma diminuição na força com que o infeliz se debatia e um grande arrepio em mim. A minha mãe aparava o sangue na bacia dando-lhe volta com um ritmo compassado.

Quando o porco parou de se debater, pegaram fogo à palha. Com calma, foram chamuscando o pelo do porco e depois a sua pele, esfregando-a com agua bem quente e com pedras e facas iam raspando a pele do porco. Aqueceram as unhas e arrancaram-nas. Depois de bem lavado, viraram-no de barriga para cima e começaram a abri-lo.

A minha Tia Lucinda chegou para levar as asinhas do coração, as pontas das costelas, o fígado e barbada que iria estufar.Depois de retiradas as tripas a minha mãe tirou-lhes alguma gordura, enquanto estavam quentes, que seriam fervidas numa panela (rojões).

Os homens penduraram o porco usando uma estaca com uma gancha, que fizeram passar pelo cu do porco e se prendia no queixo do mesmo. A estaca foi encostada a uma esquina, ficando o porco ao alto uma vez que não havia uma trave para o pendurar. Depois entravaram e comeram o estufado de carne e o sangue cozido, enquanto se preparava o almoço.

O almoço consistiu num prato de batatas com carne guisada, acompanhado com o belo do vinho tinto. Depois do almoço a minha mãe, as minhas tias e restantes mulheres foram lavar as tripas para o tanque da poça. Utilizavam uma verga de olmo para virar a tripa (pau de virar tripas) permitindo a lavagem do interior. A água estava muito fria e o cheiro também não era nada agradável.

As fases seguintes na conservação da carne do porco. As alheiras só se faziam depois de desmanchar (desfazer) o porco (normalmente no dia seguinte). Também eram separadas as carnes (para salpicões, bochas, linguiças e bulhos). A maior parte da carne seria conservada em maceiras com sal.

Cheguei à conclusão de que o dia da matança do porco era um dia cheio de trabalho, mas também um dia cheio de alegria e alguma festa. Percebi que todas as fases se desenvolviam com calma como num ritual. Percebi também que o porco, nas diferentes formas em que é conservado, ocupa um lugar muito importante na alimentação ao longo de todo o ano.

terça-feira, junho 27, 2006

Mas o qué isto?

Anda para aí um anúncio, não sei bem ao quê mas deve ser a um alimento q n só n faz engordar mas tb faz emagrecer, em q raparigas com corpos esculturais gritam de alegria por, ao experimentar vestidos numa loja, verem que estes lhes servem. Há inclusive uma situação em que a rapariga chega à varanda e grita “Serviu! Serviu!”. Mas o que é isto? Só se ela estivesse com medo que ficasse mt largo, senão n percebo. Eu se fosse uma mulher gorda, não só não comprava o produto, como dizia àqueles senhores para o ingerirem por outro orifício. Que é que vamos ver a seguir? Um anúncio ao Viagra com um adolescente borbulhento de 15 anos, após uma sessão de Sexy Hot, a dirigir-se à varanda para gritar “Levantou! Levantou!”? Como se sentiria um senhor impotente ao ver aquilo? Eu não sei porque eu n sou... aquilo q me aconteceu é perfeitamente normal... acontece a todos.

domingo, junho 25, 2006

quinta-feira, junho 22, 2006

Aqui ficam mais umas fotos minhas tiradas no dia 22 de Junho.

Já viram eu com quase 1 mês. Tou lindo.




















A aventura do Paulo "HightTower" Fernandes

Andam para aí uns gajos q eu n vou dizer o nome, mas têm um nome muito esquisito, tipo João felaciado, ou João sugado, ou João chupado, ou João brochado (pronto é um estes), a dizer "oh pá tá mal não é que o teu primo Paulo bazou de casa da tua Tia Patrícia já assim para o tocado.

Pois é, tudo aconteceu no dia 22 de Junho de 2006 quando às 02.30 da manhã já depois de muito bem bebido e melhor comido, graças à maravilhosa mão para a cozinha da minha Tia Patrícia (só foi pena o franga ainda ir congelado e estragou as natas, mas estava muito bom).

Ao chegar à rua encontra um amigo de longa data e pede-lhe ajuda para encontrar o carro e ao que parece o carro estava mesmo em frente às escadas.

Estavam os dois a falar dentro do carro quando ele questionou o Paulo sobre uma das saídas com amigas. Como bom labajão que é perguntou-lhe se ela lhe tinha feito um felacio. O Paulo ficou chocado! E perguntou-lhe: "Mas nem perguntas se demos um beijinho, perguntas logo pelo felacio?" ao que ele respondeu "Beijinhos!?!?!? Nada disso... FELACIO!".

Obviamente este amigo angelical está enganado. O beijinho é muito importante. Digo mais, nos damos quase instintivamente o beijinho. E porque? Não é por qualquer tipo de respeito para com a rapariga, nada disso, é pelo nosso instinto paternal. Vou dar um exemplo. Imaginem q estamos a dar de comer ao nosso filho bebé.

Pegamos numa colher, enchemos de papinha e o que fazemos? Não damos directamente ao nosso petiz, primeiro encostamos a papa aos lábios para ver se está quente, para ver se está em condições para o nosso filho.

Agora já estão a ver a relação. Nós por instinto levamos primeiro os lábios da menina aos nossos antes de qualquer tipo de actividade com o nosso bebé.

De certeza q Freud concordaria comigo...

Mas voltando à historia da noite, quando chegam a casa o Paulo vai para para tirar as chaves e vê que não estavam no sitio onde deviam estar, na porta do condutor.

Com isto tudo ainda envia um SMS ao amigo, parece que o largou lá para a Reboleira Norte, a perguntar se quando chegou ao carro notou alguma coisa estranha, mas felizmente já estava a dormir e não o incomodei.

Preocupado e ainda bem bebido e melhor comido, com o belo do frango ainda meio congelado, ligou à minha Tia Patrícia a perguntar se podia ir dormir a casa dela e de manha resolveria o assunto (a casa dos meus Tios Richa e Bruno fica a 2 minutos da casa do Paulo e ele foi para uma a 15 min). “Que cromo.”

Diga-se de passagem que aquele sofá é maravilhoso, dorme-se lá muito

Depois de bem dormido, de manhã sai de casa da Tia e já não se lembrava onde tinha deixado o carro outra vez. E lá estava ele junto às escadas assim um bocado para o mal estacionado.

Quando chega à portada de casa dele, por curiosidade olha para a porta do pendura e lá estavam as chaves e os óculos.



segunda-feira, junho 19, 2006

domingo, junho 18, 2006

Parece feliz? Mas não é........


Como é que uma criança sobrevive a uma infância sem referências e sem carinho? Uma resposta possível é que nem sempre sobrevive, Outra é que sobrevive nas condições mais incríveis. Outra é que é obrigada a sobreviver da maneira que os adultos consideram mais adequada. Custa a acreditar nestas histórias. Cada uma é particularmente invulgar. Para além disso, cada uma delas prova que a intervenção dos adultos em casos de infâncias invulgares não é nada fácil. Por muitos técnicos que haja, por muito boa vontade que se tenha.

Como é que uma menina de 20 anos, que vive com o namorado, encontra o fim da vida por consumir uma dose exagerada de drogas? Como é que passam pela sua curta vida mais de 200 profissionais da segurança social? Era uma criança filha de pais separados, oriundos da Jordânia. Era uma menina que dizia que se prostituía e que se drogava. Nunca deve ter sido levada a sério. Pelas foto, vê-se que era uma menina bonita. Mesmo que não fosse... Era uma menina. Simplesmente uma menina, que nasceu numa família sem futuro e que não gostava de estar entregue aos cuidados do Estado. Fugia e ninguém sabia o que fazer com ela. Uma infância difícil com um final dramático.

Como é possível que tenha sido alimentada e protegida por um grupo de macacos? Foi levada para a selva pelo namorado, que fugiu de uma guerra civil. Desapareceu. Não se sabe se foi apanhado numa emboscada.

Não se sabe se o pai matou a mãe e depois se suicidou. A menina diz que viu o pai matar a mãe e que ela, criança pequena, fugiu da fúria do pai. Pormenores não se sabem. Sabe-se que uma senhora, que um dia estendia a roupa, foi atacada por um bando de pequenos macacos e entre eles vinha ser estranho. Era uma menina com um comportamento estranho. Foi adoptada pelo casal que gere o orfanato da terra. Dão-lhe carinho e ensinam-na a portar-se como um menina. A responsável por um parque natural já lhe ofereceu emprego, por ele saber lidar com os macacos como ninguém. Pode ser difícil de acreditar nesta história mas quem a conta nos media ingleses garante que é verdade. Uma infância anormal com um final que é talvez o mais feliz possível.


Como é que esta menina quando tinha apenas 12 anos foi confrontada com uma gravidez? Como é que o responsável pela Igreja da Escócia se oferece para lhe dar dinheiro para, em vez de fazer um aborto, ter a criança e criá-la? A menina, que ainda nem chegou à adolescência. A igreja enquadra-a num projecto de apoio financeiro a mães desamparadas. Depois da intervenção dos media, já é quase certo que a menina vai levar a gravidez até ao fim, apesar da pressão dos grupos pró-interrupção da gravidez em casos como este. Provavelmente, quando o bebé tiver poucas semanas de vida vai dar-lhe molho de "barbecue" e coca-cola num qualquer restaurante do MacDonalds, como uma mãe adolescente que vi há bem pouco tempo. Não vai ter tempo para crescer. Provavelmente vai ver o filho como um colega de brincadeira. Uma infância inacabada com um final ainda desconhecido.

Claro que estes são casos pontuais. Claro que por cada um destes dramas que a menina teve, existem muitos casos de outras crianças com infâncias felizes e equilibradas.

Faz pensar no sistema que nem sempre protege as crianças. Mas faz também pensar em pessoas que ainda são capazes de resolver situações de crianças em risco. E ainda permite questionar se, ao tentar ajudar, não se está a complicar. O que é que poderia ter mudado a vida destas crianças? O que é que ainda pode mudar a vida das crianças que precisam? Tenho muitas dúvidas e poucas certezas.

quinta-feira, junho 15, 2006

O defeito do meu Pai, dos meus Tios e do meu Avô.


Pois é, quando vi esta foto do meu Pai com uma camisola do FKP perguntei-lhe:

- Mas que merda é esta?

Ao qual ele respondeu que o FKP
é o clube desportivo português mais representativo da cidade do Porto. Em diversos desportos, e essencialmente em futebol, o FKP tem acumulado diversos sucessos. O FKP foi o vencedoro da Taça Intercontinental, competição que deu lugar em 2005 ao Mundial de Clubes. Venceu por duas vezes a Liga dos Campeões Europeus, diversos campeonatos nacionais, etc. Os adeptos do clube são chamados Portistas, Tripeiros ou Andrades.

E eu disse muito baixinho porque não posso dizer isto:

- Fodasse!!!!!!!

Ganha ou Perder SPORTING até morrer



sábado, junho 10, 2006

1º Almoço com a familia

Foi no Sábado dia 10 de Junho de 2006 que em casa dos meus Pais se juntaram os meus Avós e Tios vindos da Aldeia mais bonita de Portugal, a Carva.

Fica aqui uma fotos para relembrar para sempre esta 1ª visita.